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quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Juvenal enche a bola de Carpegiani: 'A equipe voltou a jogar com alegria'

Foram apenas três jogos, mas o trabalho de Paulo César Carpegiani só ganha elogios. Unanimidade entre os jogadores, o comandante também foi elogiado pelo presidente Juvenal Juvêncio. Segundo o dirigente, o São Paulo está recuperando o seu futebol habitual, ofensivo, com toque de bola envolvente.

- Claro que eu não poderia dizer diferente, até porque tem vitórias. Mas estou gostando bastante da disciplina, da rigidez do trabalho, da seriedade, do jogo fronteiriço. Esse deve ser o jogo do São Paulo. O time voltou a jogar com alegria, com emoção. Não é mais aquele jogo fechado, retrancado. Realmente estou gostando bastante – afirmou Juvenal.

Para o presidente do São Paulo, Carpegiani poderá repetir a trajetória de sucesso de Muricy Ramalho que permaneceu no clube por três anos e meio e conquistou os títulos brasileiros de 2006, 2007 e 2008.

- Contratar técnicos no futebol brasileiro não é uma coisa fácil. Temos treinadores com muito nome, grandes salários e muitos defeitos. Não é simplesmente contratar. Trouxemos o Ricardo Gomes e, quando ele saiu, colocamos o rapaz da base (Sérgio Baresi interinamente). Espero que ele (Carpegiani) seja uma realidade e que possamos ter um longo caminho ao seu lado, assim como foi com o Muricy – ressaltou o dirigente.

Apesar do sucesso de Carpegiani, Juvenal não se arrepende de ter colocado Sérgio Baresi no comando da equipe por 14 jogos no Campeonato Brasileiro.

- A imprensa não gostou, a torcida não gostou e os resultados não foram auspiciosos. Mas valeu a iniciativa. Isso trouxe um oxigênio novo e um recado para o pessoal da Barra Funda, que deve prestar mais atenção com o que é feito em Cotia. Olhem para a base porque veio até o técnico. Em 2011, isso vai aumentar, quero que o São Paulo tenha condições de formar um time criado em casa. É difícil e, no início, pode trazer prejuízo. Mas é o que acho certo para ter uma administração equilibrada. O futebol vai quebrar. Eu sei quanto estão pagando de salário para alguns jogadores que foram recentemente repatriados. É proibitivo – concluiu.


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O nosso elenco é bom. Precisávamos de alguém com bagagem e experiência. E ele chegou. Carpegiani mudou a cara do time. Definiu um estilo de jogo. Deu uma cara nova pro nosso tricolor. Até agora, não tenho do que reclamar. Esquemas bem armados, substituições oportunas. Se continuar assim, ninguém vai segurar a gente! Vamos pra cima com tudo.

Juvenal admite erro no planejamento do ano, mas crê em Carpegiani

A chegada do técnico Paulo César Carpegiani deu um novo ânimo tanto aos jogadores como aos dirigentes do São Paulo. O presidente Juvenal Juvêncio enalteceu o bom trabalho do treinador à frente do clube e, evitando projeções de título, ele afirmou acreditar no trabalho a longo prazo, rasgando elogios ao novo comandante tricolor e reconhecendo que, caso o time não tivesse trocado tanto de técnico, a história do time no Brasileirão poderia ter sido outra.

"Até pode ser. Claro que eu não poderia dizer diferente também, até porque tem vitórias, mas estou gostando bastante da disciplina, da rigidez do trabalho da seriedade, do jogo fronteiriço. Esse que deve ser o jogo do São Paulo", contou Juvenal, que concordou com as mudanças da equipe após a chegada do novo treinador.

"O São Paulo é um paradigma do esporte nacional, e é preciso reposições vanguardeiras, e o São Paulo está tendo hoje isso, está à frente, disputando fortemente trazendo essa emoção, essa alegria, não um jogo retrancado, um jogo mais fechado, um jogo mais liberto, mais belo, mais emotivo. Estou gostando bastante", afirmou.

O dirigente são-paulino ainda aproveitou para reconhecer a dificuldade que o time teve durante o ano com o planejamento da equipe, que se mostrou falho principalmente quanto à quantidade de técnicos que o time teve - três, algo extremamente impensável nas última temporadas do time tricolor.

"Não sei, pode ser (erro de planejamento), mas também nós temos uma grande dificuldade no Brasil sobre os técnicos. Nós temos muitos técnicos com grandes nomes, grandes salários e grandes defeitos. Não é simples você contratar técnico", explicou, confirmando a melhora do time quando passou a investir no próprio clube.

"Nós trouxemos o Ricardo (Gomes), depois trouxemos o rapaz da base (Sérgio Baresi) interinamente, a imprensa não gostou, o torcedor também não gostou, os resultados também não foram auspiciosos. Mas valeu, porque trouxe um oxigênio novo, deu um recado lá pra Barra Funda: 'ó, a base tá chegando, até o técnico. Acho que foi um recado bom. Traz algum prejuízo? Traz. Porque as coisas são difíceis, mas eu espero que isso seja uma realidade, e nós tenhamos um longo caminho com o Paulo como tivemos com o Muricy", anseia o dirigente são-paulino.


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Realmente, o nosso forte esse ano não foi o planejamento. Contratamos muitos jogadores, bons jogadores, mas o nosso técnico naquele momento, não soube usá-los. Mas, a culpa foi só dele? Chegaram grandes jogadores, acostumados a serem titulares por onde passam e começaram a amargar banco no tricolor que já tinha uma boa base.Espero que isso possa ser revisto pro ano que vem, para não perdermos tempo e nem dinheiro tendo que se organizar durante o ano. Pra isso, existe o planejamento.

Juvenal brinca: 'Muricy tem saudade'

Ricardo Gomes, Milton Cruz, Sérgio Baresi e Paulo César Carpegiani. Em 2010, os quatro profissionais estiveram à beira do gramado para comandar a equipe do São Paulo. Nesta terça-feira, no CFA de Cotia, o presidente Juvenal Juvêncio admitiu erros no planejamento.

- Não, não foi (ruim)...Pode ser, pode ser. Mas, na verdade, temos muitas dificuldades no Brasil em ter técnicos de nome. Temos grandes nomes, mas grandes salários e defeitos. Não é simples contratar um técnico. Trouxemos o Ricardo, depois o rapaz da base (Baresi), interinamente, a imprensa não gostou, o torcedor também não, os resultados também não foram auspiciosos, mas valeu por trazer oxigênio novo. Deu um recado para a Barra Funda: "A base está chegando." Até com técnico, foi um recado bom. Traz prejuízo, mas as coisas são difíceis - explicou.

Com Carpegiani, a equipe já venceu três partidas e, agora, se aproxima do G4.

- Estou gostando bastante da disciplina, da rigidez do trabalho, da seriedade, do jogo fronteiriço. Esse que deve ser o jogo do São Paulo. Somos um paradigma do esporte nacional e é preciso ter posições de vanguarda. O São Paulo está tendo isso, está à frente, disputando fortemente, trazendo essa emoção, essa alegria. Não com um jogo retrancado, fechado, temos um jogo mais liberto, belo, emotivo. Estou gostando bastante - elogiou.

- Espero que tenhamos um longo caminho com o Paulo, como tivemos com o Muricy Ramalho - comparou.

No Tricolor, Muricy Ramalho foi tricampeão do Campeonato Brasileiro nos anos de 2006, 2007 e 2008. Hoje, comanda o Fluminense, clube que briga pelas primeiras posições da tabela.

- Ele ficou no clube por três anos e meio. Um dia acordamos e ele saiu. E me disse: "O senhor tem razão, está na hora." Foi para o Palmeiras, eu apanhei, vocês (imprensa) bateram muito. Mas três anos no futebol é uma eternidade. Foi para o Palmeiras e agora está no Rio de Janeiro. E tem saudade - provocou.